Do ano 2000 para cá o fomento ao pensamento mais humanizado em torno da beleza feminina parece vir crescendo. O apelo ao “sinta-se bem consigo mesma” parece vir ganhando eco. Até porque, quanto mais tecnologia temos, mais explícito fica que as beldades das passarelas, cinema e televisão contam com ajuda diária na alimentação, na rotina e na edição de imagens. Além de maquiagem e roupas adequadas para se fazerem tão divas quanto são.
.DIVAS: Joanie, do seriado Mad Man – Whitney Thompson, modelo – Kat Dennings, atriz -Nadia Aboulhosn, blogueira.
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Nessa caminhada, o “plus size” ganhou espaço significativo na moda.
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Termo este, cá entre nós, ao qual tenho certa resistência. Aos meus ouvidos soa pejorativo, soa como algo “para além do tamanho adequado”. Não gosto de chamar de “plus size”, mulheres que usam acima de 46 na numeração de roupa, (sobre medidas plus size aqui). Prefiro chamar de mulheres mesmo, sem adjetivações a partir do tamanho das costas.
Primeiro, porque tamanho de roupa é relativo pela modelagem da peça e pela estrutura e altura do corpo; e segundo porque acho de muito mau gosto o autoritarismo. Essa cobrança da perfeição com a beleza feminina é realmente irritante.
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Apesar dessa aceitação da diversidade do “peso” da beleza, a mulher continua sendo exposta como um belo prato apetitoso, sem racionalidade e vontades próprias. Essa busca por uma beleza plastificada é extremamente desgastante para todos e colocam os homens num patamar ou de espectadores da beleza alheia ou de consumidores de mulheres (sejam eles heterossexuais ou não. Afinal, as divas femininas são consumidas de uma forma ou de outra).
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Mas, continuemos e lutemos contra a expectativa da perfeição. E que tal comerçarmos por nós mesmas e nos vigiarmos em nossos gestos e palavras?
Contra frases como “nossa, você viu como ela engordou?” – eu me perguntou: e, daí? As pessoas não podem engordar? Qual é o problema?
Ou ainda, “ah, uma piriguete, uma vadia” e “com uma bunda daquela, que profissão poderia ter…rs”- eu me pergunto: qual o critério para definir a vadiagem feminina? Vadia é uma mulher que dança, que é sensual e que não seja uma amiga nossa?! É isso?
Basta acompanharmos qualquer dos BBB’s, por exemplo, para ouvirmos condenações desse tipo vinda de mulheres contra mulheres. “O corpo dela não é melhor do que o meu e, por isso, ela não merece estar na tv”. É esse o raciocínio? Se for, uma lástima!
.Monique, participante do BBB12 – recebia comentários extremamente pejorativos – por que? porque não tinha o corpo perfeitamente definido e magro e ficou com um “príncipe” na casa .
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Se você é mulher e não respeita a si mesma, quem respeitará? Se colocar na cadeira de juíza, esperando que as outras mulheres adotem uma postura boazinha e recatada, e uma beleza plastificada é o mesmo que dar tiro no próprio pé.
Não existe forma de corpo ideal, altura ideal, peso ideal. O ideal é que você aprenda a se olhar com respeito e dignidade, inclusive quando se olha no espelho, mesmo que seja para perceber o envelhecimento do seu corpo. Perceba a dignidade disso, perceba a dignidade na sua história.
.The Nu Project (aqui).
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Seja feliz com você mesma. Não adianta querer ser outra pessoa, ter outro corpo. Não seria mais fácil se você fosse um pouco mais loira ou se você fosse um pouco mais alta. Seria mais fácil se você se aceitasse e aprendesse a valorizar o belo que há em você. Isto tornaria as coisas mais fáceis e ainda mais belas.
.The Nu Project (aqui).
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Respeite a si mesma. Respeitar o seu corpo não significa não querer pô-lo em movimento, não querer embelezá-lo, não querer maquiá-lo e vesti-lo conforme a sua fantasia, conforme o seu desejo de se sentir melhor. Faça o que puder para se sentir bem consigo mesma e livre-se de sentimentos e de ações de auto-boicote. Psicoterapia pode ser um bom caminho ou meditação ou dança ou…, bom encontre um que seja o seu.
.projeto Apartamento 302 (aqui).
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Um Viva ao amor próprio! Um Viva ao amor de gênero!!
FORA O RECALQUE!!!
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Livro para ser lido:
ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. (aqui e aqui)
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!Palavra de Melinda!














































