Lívia Kerr joias – alquimia de luxo

Formada pela Universidade Belas Artes/SP, especializada em design de joias pelo IED, de Milão, e pós-graduação em Fashion Marketing no IED de São Paulo, a designer de joias, Lívia Kerr, veio ao Palavra de Melinda mostrar como fazer joias com muito amor.

A designer descobriu seu dom para joias ainda na faculdade, quando uma joalheria de sua cidade, Bauru/SP, lançou o concurso “desenhe uma joia para sua mãe” e Lívia resolveu participar. O concurso, do qual ela foi vencedora, acabou servindo como um insight inicial para uma nova história. O anel criado para o concurso permanece em comercialização, como parte das coleções atuais da Lívia.

tive uma ideia de um anel… Assim ‘inspiração’. Daí, fui correndo para casa desenhar o que eu tinha pensado. Fiz um desenho no computador, montei as pranchas que o concurso exigia e enviei. No dia das mães, saiu o resultado que eu havia ganhado o concurso na categoria profissional porque eu era estudante de design.”

PM – No final da faculdade, você já estava com marca criada e coleção pronta, já tinha participado de um desfile com suas joias… Mas, sabemos que não é fácil sair do ambiente da faculdade, mesmo com uma ideia encaminhada, e cair no mercado. Então, conta para a gente como foi esse período após a faculdade? Como você deu essa virada de estudante habilidosa para uma designer de joias profissional?

Bom, é tudo muito difícil. O investimento é grande e o retorno é lento. Muitas vezes pensei em desistir, tive alguns intervalos sem produção inclusive, mas vinha sempre algo que me puxava de volta. Agora estou aqui, com maior controle sobre a produção, vendas e divulgação da marca. Eu ainda trabalho em outra área e vou conciliando.

PM – Hoje, como funciona? Sabemos que é você quem desenha as jóias, que o design é todo seu, mas como você materializa em produto? Como é o contato/parceria com os ourives?

Eu desenho e levo para eles produzirem. Discutimos sobre a peça e é o ourives quem produz. É uma teia, eu tenho um cara que faz a madeira, outro que faz o ouro, já as pedras eu compro em outro lugar. Assim segue.

PM – Com quais materiais você mais gosta de trabalhar? Ou, costuma trabalhar?

Eu comecei trabalhando com ouro e prata. Joias mesmo. Com o tempo comecei a trabalhar também com peças banhadas, pois as peças que eu faço são para ser usadas no dia a dia. É importante que possam ser peças mais acessíveis. Para mim, tudo o que eu desenho significa alguma coisa. Não é apenas uma peça bonita, então muitas vezes são peças que as pessoas gostam de usar todos os dias, pois dizem alguma coisa sobre elas mesmas, ainda que não de uma maneira explícita. Acho isso muito bacana e é o mais importante pra mim, esse significado. Mais até do que o material ou a pedra.

PM – Quanto tempo leva para um coleção ficar pronta?

Para desenhar a coleção é rápido. Fico com várias ideias na cabeça e quando sento para desenhar consigo um resultado rápido. Já para produzir, aí é mais difícil. Posso dizer que demora em média uns 3 a 4 meses para conseguir as matérias-primas, um fornecedor interessado e mais o tempo de produção. 

 

PM – Como você trabalha com suas coleções, conforme as estações da moda, ou o calendário é próprio e acaba acompanhando também o conceito, os significados? Como, aliás esses significados vão aparecendo? Vêm a partir do desenho ou o contrário?

Sim, todas as coleções vêm de algum significado. Algo que eu queira dizer e que possa representar algo para quem a estiver usando. Não tenho uma freqüência certa… um cronograma rígido. Como te disse, é muito difícil a produção… tenho muitas coisas desenhadas que ainda não consegui produzir, por exemplo. Justamente, por não encontrar mão de obra. Como eu estou começando, minha produção é pequena e os ourives não se interessam tanto… por isso, minha produção é mais lenta, mas mais dedicada, mais exclusiva também… é o lado bom de não seguir o fluxo do mercado. De qualquer forma, eu não tenho esse interesse. Eu gosto de desenhar as idéias que vêm à minha cabeça independente da época e da moda.

PM – Fala para a gente sobre as coleções que estão disponíveis no site. Fala um pouquinho sobre cada uma, sobre os significados.

O anel ninho foi a primeira peça que desenhei, foi a peça vencedora do concurso do dia das mães. Representa a proteção da mãe e cada pérola representa um filho dentro dessa proteção, como ovos em um ninho.

A coleção crenças é a segunda de maior sucesso! Acho que tem muita mulher por aí procurando namorado. São dois pingentinhos em duas correntes. Um é o menino Jesus, o outro o Santo Antônio. A simpatia é deixar os dois pingentes separados, enquanto você estiver procurando um namorado ou qualquer outro pedido que você tenha feito ao santo. Desejo realizado, você devolve o menino para o colo de Santo Antônio e eles viram um único pingente. É bacana porque você pode misturar prata com dourado, corrente curta e comprida, usar com duas correntes ou como escapulário. Particularmente, gosto muito dessa peça, pois vejo que cada pessoa usa de um jeito.

A coleção Capri foi concebida no meu curso em Milão. Visitei a ilha de Capri antes de começar o curso e me inspirei nela para desenhar essa coleção. A pedra bruta representa a água que envolve aquelas montanhas maravilhosas. O colar principal também pode ser usado de diversas maneiras. Gosto dessa versatilidade.

A coleção Jacarandá, fiz para a marca do nosso TCC (trabalho e conclusão de curso da Belas Artes/SP), que foi a criação de uma marca inspirada na nossa brasilidade. Acho que a madeira misturada com o ouro dá um resultado muito lindo. Além disso, muitas pessoas acreditam que a madeira isola você de coisas ruins. Gosto dessa ideia da peça ser usada como um amuleto, uma proteção.

A coleção Signos foi a última que desenhei, a de mais sucesso até agora. Foi o sucesso dela que me fez voltar de vez para as joias. Tenho muitas amigas que são muito ligadas a signos. Para algumas pessoas, o signo diz muito sobre ela. Respeito e gosto dessa ideia, de usar algo que tenha um significado.

Quando desenhei a Signos, eu tinha parado, por um tempo, de vender e investir na marca, por causa da dificuldade na produção e também porque estava sobrecarregada no trabalho. Mas nunca deixei de desenhar, então fiz essa coleção e levei para a oficina. Seis meses depois, o ourives me entregou. Passei um final de semana escrevendo sobre a coleção e fotografando. Daí, com tudo pronto, resolvi reativar a página do facebook, no final do mesmo dia eu já tinha várias encomendas e muitos comentários positivos.

PM – Por que você diz que foi a coleção Signos que fez você voltar para as joias? O que exatamente ela abriu de novidade para vc?

Porque foi com ela que percebi que era hora de investir nisso. Foi quando me convenci e me certifiquei de esse é o trabalho que me traz realização.

PM – Planos para o futuro da marca ou sonhos para compartilhar?

Meu sonho é poder ter minha marca como meio de vida, me dedicar inteiramente a isso. Quero ter mais tempo para aprender sobre joias, desenhar, produzir, conhecer novas técnicas e novas matérias-primas e, daí, conseguir fornecer para lojas multimarcas. Quem sabe no futuro ter minhas próprias lojas. Uma novidade em primeira mão é que até Outubro pretendo abrir uma loja virtual, assim vamos facilitar o acesso das pessoas à marca, em todo o Brasil, pois hoje a minha distribuição ainda é muito limitada. Me sinto muito realizada quando vejo as pessoas vestindo minhas peças, espero que no futuro isso seja cada vez mais freqüente.

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Onde encontrar:

e-mail: joiasliviakerr@gmail.com

facebook: facebook.com/liviakerrjoias

telefone: (11) 997 167 737

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!Palavra de Melinda!

Alquimias e acessórios – com Dani Menezes

O ateliê dessa semana traz os acessórios da Gostou?Eu que fiz. Uma marca de bijouterias, inteiramente artesal, assinada pela talentosa Daniela Menezes. A marca existe há quase 03 anos, mas é agora em 2012 que desponta com mais luxo e profissionalismo.

Em junho desse ano, saiu a primeira coleção, de muitas que ainda virão, apresentando mix de pulseiras e maxi-colares. Todos feitos cuidadosamente pelas mãos de Dani. Uma delicadeza de alquimia. Os acessórios da Gostou?Eu que fiz. estão disponíveis para vendas na fan page do facebook e na vitrine do flickr. Se gostar é só clicar, enviar o pedido e comprar.

Corram, porque as peças são únicas e exclusivas.

O PalavradeMelinda bateu um papinho rápido com a Dani. Leiam a entrevista e inspirem-se nessa gata, que além de linda e talentosa, oferece seus produtos por um precinho mais que justo:

PalavradeMelinda – Dani, como começou a Gostou?Eu que fiz.? Como você descobriu sua habilidade para bijoux?

- A marca na verdade existe há quase 3 anos, mas no começo eu só fazia pulseiras, foi quando começou aquela moda de mix de pulseiras (pulseirismo). Fazia só aquelas de crochet e era por encomenda. Daí, depois comecei a fazer os bazares com as meninas e comecei a variar nos modelos. Foi uma das fases que mais gostei, mas foi quando precisei dar um intervalo e a marca ficou parada por quase um ano. E aí, agora, na busca por maxi-colares pra mim, comecei a me interessar em como eram feitos e a criá-los. A diferença agora é essa, ainda faço pulseiras, mas estou focando mais nos colares. Com eles eu posso brincar mais, variar mais mesmo. Variar nos formatos, nos tamanhos, nas cores. Acho que é disso que eu mais gosto, da variedade de criações que se pode ter com uma mesma pedra, um mesmo material.

PalavradeMelinda – Inspiração e pesquisa, conta pra gente um pouco sobre suas fontes…

- Então, eu sempre gostei muito de blogs de moda, antigamente os lia mais. Foi nos blogs que encontrei mais informações sobre acessórios e passei a me interessar muito pelos acessórios da Pri Schivinato, e das americanas, Danielle and Jodie Snyder (a marca é Dannijo). Os acessórios da Dannijo são os meus favoritos atualmente, com muito cristal e prata. Espero um dia chegar lá…

PalavradeMelinda – Como você descreveria essa coleção? Quais materiais usou mais?

- Não consegui dar um nome à coleção, mas eu a chamo de coleção sim. Fiz cerca de 38 colares, mais as pulseiras e a parceria com Alexandre Gandhi, que está sendo uma criação contínua, sem quantidade específica. Me preocupei em fazer peças exclusivas, há alguns modelos em mais quantidade, mas a maioria é de peças únicas. Assim que eu fazia um colar, era como se fosse tão especial que eu não quisesse fazer outro. Não sei, é uma coisa meio minha, acabei me apaixonando por todos, mas ao mesmo tempo não queria fazer mais de um. Nessa coleção, trabalhei muito com resina e pedrarias variadas. Nada ainda muito valioso. (quem sabe um dia!). São pedras naturais, em vidro, resina e até plástico. Têm as correntes também, que foi o que tentei variar nos maxi, trocando pelo fitilho, que eu também uso, mas as correntes deram um ar mais chique nos colares.

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PalavradeMelina – Conta para a gente como é exatamente essa parceria com o artista plástico Alexandre Gandhi?

- Bom, é uma parceria contínua, nada restrita a esta coleção de junho. Estamos nos dando muito bem e essa parceria só tende a prosperar, assim espero. Bom… eu desenhei 3 modelos, escolhi as cores que queria que fossem usadas e faço a montagem das peças. Já o desenho em cada peça, que também é único, é feito à mão livre por Gandhi, que também confecciona os pingentes na madeira.

PalavradeMelinda - Sei que a coleção atual acabou de sair, mas… me diz, já estão rolando preparativos e pesquisas para a próxima? Há datas em vista?

- Sim, sim! Até o fim de agosto já estarei com a próxima coleção finalizada, mas esses são meus planos! Ainda estou pesquisando cores e formatos, mas só garanto que o caveirismo eu ainda quero por perto. Foi uma moda que me pegou, gosto desse ar mais pesado que a caveira dá. Só posso adiantar isso!

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Contatos:

Flickr: flickr.com/photos/gostoueuquefizacessorios

Fan page: facebook.com/danielamsmenezes

e-mail da loja: euqueefiz@gmail.com

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