.café com beleza – dia de make com miss caffeine

O PalavradeMelinda teve a honra de maquiar e fazer o cabelo de Adelle Cristine, administradora do blog Miss Caffeine. Aproveitei o momento “beleza” para batermos um papinho sobre um dos blogs mais fofos e com cheirinho de café. 

adellebaixa1.o cenário fica por conta do estúdio lindíssimo da visagista Sayuri Odo – porque a vida fica mais bela, quando há parceria.

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Como começou o Miss?

O miss começou em 2003, era o meu blog pessoal. Como sempre amei café, o nome Miss Caffeine vinha disso. Em 2006, eu desativei esse blog pessoal e o nome tinha “morrido”, até que eu resolvi montar um blog voltado pros meus interesses pessoais: crafts, moda e sapatos. Daí, decidi voltar com o Miss Caffeine.

O que no miss te aquece o coração?


Ai, tudo. O projeto do Miss Caffeine é inteirinho movido de amor. É o meu escape.

E a paixão por café?


Minha casa sempre teve café fresco e eu sempre precisei de uma boa dose de café pelas manhãs, para acordar antes da aula. No nordeste, como bem se sabe, você toma café no jantar: um café com cuscuz não tem coisa melhor.

AMO café expresso, mas não vivo sem um café passadinho na hora, no coador. O cheiro que fica pela casa é uma delícia.

Queremos saber como você prefere seu bom café… pretinho, docinho, moído na hora? Como é o café da Miss Caffeine? 

Café forte, com leite e sem açúcar! 
Gosto de variar, às vezes coloco canela ou um pouco de noz moída. 
Não tenho moedor, dá muito trabalho para fazer na correria do dia, por isso compro os cafés normais (e dou uma mudada). Gosto muito do café da avó de uma amiga minha, que é plantado, colhido, torrado e moído por ela mesma.

O que tem de novidade no Miss?

O Miss Caffeine está passando por umas reformulações, tanto de conteúdo quanto de estrutura, mas sobre isso eu não posso contar muito!  hahaha. Mas uma das melhores novidades de 2013 vem em forma de colaboradoras! Agora teremos colaboração para as playlists, para as aulas de costura e em breve chega você, para colaborar com artigos sobre Beleza. Tem como não ficar feliz?

 

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É isso, façam um bom café e explorem o blog Miss Caffeine (aqui).

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!Palavra de Melinda!

.Mutatis Mutandis, com Fabio Gava e Glass

O PalavradeMelinda, a convite da Glass-vista arte como moda, foi ao berçário de mais um espaço de interação entre  moda e arte. O empresário Edder Diaz inaugurará seu segundo espaço Clube Vintage. Famoso por priorizar estilistas novos e livres do apelo comercial, o Clube Vintage terá sua segunda sede na rua Augusta, 2664, bem próxima da Oscar Freire, cujo público, acredita o empresário, está carente de um pouco mais de moda enquanto arte, numa “pegada” mais alternativa. O espaço englobará em torno de 35 marcas de muita criatividade.

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.uma prévia do que está por vir.

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A faixada da nova loja vem sendo trabalhada pelo artista plástico Fabio Gava, convidado pela Glass, que nos contou num bate papo rápido um pouco sobre sua arte e sua parceria com a marca.

Como tem sido a parceria sua com a marca Glass?

Em uma palavra: colaborativa! Eles se preocupam muito em tornar a parceria uma colaboração. A Elaine Castro, artista da Glass, se preocupa muito com isso, em ampliar a relação para além da coleção de roupas da marca. A gente se vê inserido num trabalho maior, que envolve live paiting, participação em eventos, making of, intervenções. A gente se vê envolvido em produzir e participar de espaços em que nossa arte seja realmente vista e reconhecida.

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Como você materializa seu trabalho?

Uso muito caixotes de feira. Desmonto e os transformo em tela. Uso também papelão, além de outras ferramentas como fogo, prego, martelo. O meu trabalho é pesado, fisicamente pesado, inclusive.

Sobre a nova coleção da Glass, o que você pode nos adiantar? Como você contribuiu para a nova coleção da Glass? 

Eu trouxe o meu trabalho para a marca, só que ao invés de caixas de madeira, a gente vai imprimir isso nas roupas. Mas a cartela de cores é a mesma. Sobre o tema/conceito não posso revelar ainda, mas posso dizer que busquei trazer o humano para a coleção. Sempre buscando cercar o tema do elemento natureza, que é o verde que sustenta o mundo. Porque pra mim, toda transformação vem do conceito de humanidade. Mesmo se você pensar em mudanças históricas, é o ser humano que está por trás desse pensamento ou dessa criação. Nos desenhos, eu tento trazer esse lado humano, que passa também por uma deformação. É comum nariz em lugar que não seria de nariz, há uma certa deformação nos meus desenhos.

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Você diria que o caos é sua musa inspiradora?

Sim, eu diria sim. Às vezes sinto que estou criando problemas. Como se eu fosse jogando manchas, pensamentos… O cérebro vai perfilando, fazendo por cima. Não tenho nenhum problema com repensar, refazer. Refaço, reconstruo. Minha arte é bem próxima de uma ideia mutante, de uma mutação, transformação.

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.Fabio Gava, com camiseta da Glass – arte desenvolvida por Guilherme Gafi.

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Só nos resta esperar a inauguração em início de março e correr para consumir moda enquanto arte. 

*confira mais informações e imagens sobre o trabalho do Fabio Gava (aqui) e da Glass (aqui)

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!Palavra de Melinda!

Artmaia – entre coquetéis e sereias

Como empreender é alquimia das mais difíceis, nada mais adequado vir ao nosso ateliê uma marca recente na idade, mas madura em sua estrutura: Artmaia. Marca que vem brilhando no mercado de moda com profissionalismo, competência, criatividade e qualidade.

Os alquimistas que lideram a Artmaia são os irmãos e sócios Priscila Maia e Marcos Maia. Os irmãos, no mercado de moda há 15 anos, vêm com muita dedicação fazendo crescer uma marca que promete manter-se no alto nível em que já começou. O diferencial está no toque e na qualidade dos tecidos, sem mencionar a linha de camisaria que é “a menina dos olhos” .

A loja mais recente foi inaugurada no último sábado – 29/out/12 – no shopping SP Market, aqui em São Paulo, e o PalavradeMelinda esteve presente. Fotografamos, cuidamos da beleza da modelo principal e aproveitamos para conversar com a Priscila Maia e com a Renata Munhai, estilista da marca.

A loja, localizada no SP Market, é uma franquia da marca e tem como proprietários Érica Rocha e Fábio Ogassavara.

.vitrine da loja.

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.Tati, Marcos Maia, Érica Rocha, Priscila Maia e Fábio Ogassavara.

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O coquetel em si foi uma delícia, apesar do corre-corre nosso de cuidar da beleza da modelo e correr para não perder um clique, não pudemos deixar de aproveitar e participar do clima gostoso do evento – A Artmaia seduziu a todos como uma grande sereia.

O dj Eduardo Vallejos e a equipe de bar Link Coquetel e Eventos garantiram animação ao evento, que contou ainda com a presença das sereias Luana Don, Amanda Françozo, Kate Frazão, Thais Pacholek e Patrícia Naves. Além de nossas lentes fotográficas, a cobertura do evento ficou por conta da TV Cotidiano, de Atibaia, e da Rede Record.

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.equipe e famosos.

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.Renata Munhai e Ana Clara Coutinho; Marcos Maia, Humberto Nunes e Priscila Maia.

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.Amanda Françozo; Luana Don e Marcos Maia; Renata Munhai e Record.

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Preparad@ para mergulhar conosco no oceano de feminilidade que é a coleção Artmaia/verão 2013? Batemos um papo com a Priscila Maia, proprietária da marca, e com a Renata Munhai, estilista.

Portanto, calce seus pés-de-pato dourados e venha conosco mergulhar nesse oceano.

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Quando a gente vê uma marca jovem, com tamanha maturidade e rico acervo, bate a curiosidade de saber como conquistou o mercado, como se fez gente grande. Conta para a gente Priscila, como nasceu a Artmaia?

Priscila Maia – A gente começou desenvolvendo para outras marcas, grandes marcas, cobrimos muitas lojas de atacado até que decidimos criar a nossa própria. Começamos com camisaria, e nossa preocupação primeira foi produzir e oferecer camisa feminina de qualidade. Todas as nossas pecas são feitas com tecidos muito bons, tecidos nobres. Trabalhamos com seda, linho… Essa foi uma preocupação nossa, talvez até o estímulo para criarmos a própria marca: suprir essa necessidade do mercado feminino que é a de oferecer camisaria feminina de qualidade. Digo isso, porque, em geral, as pessoas/lojas trabalham com tecido misto e o toque e caimento não são os mesmos de quando se trabalha com tecidos nobres. Esse é um diferencial da nossa marca.

Como se dá a pesquisa de material, de marketing? Fala alguns nomes que estão por trás da marca.

Priscila Maia – Olha, além de mim e do meu irmão, Marcos Maia, e da Renata Munhai, estilita da marca, temos uma equipe grande. Temos a Marília Estevam, que é estilista da marca, que está conosco há um tempo e que, no momento, está sendo a nossa coolhunter na Espanha. Resolvemos fazer essa ponte Artmaia-Europa para trazer as tendências da moda, um conceito de moda forte para a marca. Há também a Letícia Capostagno, nossa assistente de estilo, e a Ana Clara Coutinho, responsável pelo marketing.

Renata MunhaiO trabalho da Marília está todo comprometido com a captação super antecipada das tendências. Nosso foco é oferecer uma tendência, antes mesmo de “bombar” lá fora. E o trabalho e a experiência dela são, sem dúvida, valiosa parceria Artmaia “Brasil-Espanha”. Hoje, estamos com um time bem legal no estilo, pessoas que passaram por diferentes experiências e isso tem resultado nos produtos, como todos podem ver. É uma equipe com o mesmo objetivo, levar felicidade às mulheres. Não há nada mais satisfatório do que você ouvir uma cliente te dando um feedback, dizendo que se sentiu feliz em ter aquele modelo Artmaia e o quanto isso a deixou segura em determinado momento. Isso é o resultado dessa equipe toda, e assim conseguimos medir que estamos no caminho certo.

Onde a gente encontra a Artmaia?

Priscila Maia – Nós distribuímos para o país inteiro. Temos grande público no atacado. Agora em São Paulo, temos uma loja franquiada, que fica no SPMarket, voltada para o consumidor comum, varejo. Além disso, a marca vem crescendo bastante na mídia, participamos de revistas de moda, como Vogue BR, Elle, Estilo, Contigo, Caras, Manequim, Moda Moldes. Além de TV, como a Record, a Rede Globo, o Jornal da Record, o SBT e até a Carminha, da novela Avenida Brasil – algumas de nossas camisas passaram pelo guarda-roupa da vilã.

Perspectivas empresariais para o futuro?

Priscila Maia – Bom, perspectivas sempre temos, que a de empreender cada vez mais. Os planos por ora são abrir loja-atacado no bairro Itaim Bibi/SP e no Mega Polo, que são os principais pontos de atacado no país. Para o ano que vem, investiremos mais em franquias de varejo. Há também planos de ampliarmos para criar uma linha masculina.

Vamos falar de criação? Renata conta para a gente como vocês chegaram no conceito da coleção verão/2013? Que inspiração de mulher é essa que vocês foram buscar nas profundezas e nos mistérios do mar?

Renata Munhai – A artmaia tem duas linhas. A linha FASHION, que atuamos para mulheres de 25 a 35 anos e a camisaria PREMIUM, que acabamos atingindo mulheres de até 55 anos. Chegamos nessa inspiração, depois de muita pesquisa (isso inclui macro tendências de mercado, feiras de tecidos e aviamentos). Antes de começar qualquer coleção, lemos muito sobre o mercado, sua previsão e uma análise do comportamento da mulher contemporânea. Claro, que também avaliamos o que acontece com a moda nos principais mercados: Paris, Milão e Japão.

A partir destas pesquisas, levantamos muitos materiais e texturas que remetiam ao tema “fundo do mar”. Temos um cuidado muito grande com a mulher Artmaia, e a sereia tem elementos essenciais que enxergamos nessa. Ela é encantadora, “dona” da atenção, sensual e tem um mistério que pertence só a ela.

Quais materiais e tecidos foram mais usados nessa coleção? Vocês seguiram que cartela de cores?

Renata Munhai – Usamos muito couro metalizado e em tom pastel, muitos bordados (pérola, pedrarias variadas, remetendo às pedras preciosas e até ao ouro). Usamos muito paetê bordado simulando escamas de peixe. Usamos também estampas digitais que remetem ao tema. Pode notar na calça que a Priscila estava usando no coquetel, por exemplo. Ela é toda em estampa digital com acabamento texturizado e em seda. Além das telas, remetendo às redes de pesca.

A cartela é sempre uma escolha feita com muito cuidado, trabalhamos com tom pastel (variando entre azul, verde e coral). Com base nas mesmas cores, optamos por trabalhar com a cartela mais viva e incluímos o amarelo. Além das cores neutras como preto, off e branco. Os metalizados ficaram por conta do dourado e do bronze.

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Quando se dá o lançamento das coleções? Vocês acompanham o calendário geral da moda? Laçam uma coleção por temporada ou trabalham com mini coleções?

Renata Munhai – Acompanhamos e cada vez mais estamos tentando nos antecipar. Trabalhamos com uma coleção principal, com a qual fazemos a campanha. Mas, ao longo da temporada vamos introduzindo mini-coleções. Nós fazemos isso, porque temos uma média de 10 produtos novos por semana nas lojas. Além da coleção, precisamos levar novidades e tendências antecipadas toda semana para a loja.


Por exemplo, semana que vem receberemos modelos de renda já baseados no inverno. Hoje a moda está acessível a todos, ou seja, o desejo por produtos de tendências já está antecipado. Então, precisamos atender aos desejos das nossas clientes.

Para a próxima coleção de inverno, a Artmaia já tem algo em mente? Algo que possa ser compartilhado?

Renata Munhai – Posso te dizer que já estamos finalizando o inverno, na verdade já estou nas mini-coleções baseadas nas futuras tendências que entrarão na sequência da apresentação da campanha. A coleção está baseada no Romantismo do século XIX, já podemos ter uma idéia que nossa mulher Artmaia é a rainha do momento. Deve ser lançada em janeiro. Mas o tema e os detalhes ainda estão em segredo!!!

*Contato

site: 
http://www.artmaia.net

facebook: 
http://www.facebook.com/artmaia

email: marketing@artmaia.net e sac@artmaia.net

telefones: (011) 2292-6559 2696-6559

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!Palavra de Melinda!

*fotografias do evento – Marcela Moura

Lívia Kerr joias – alquimia de luxo

Formada pela Universidade Belas Artes/SP, especializada em design de joias pelo IED, de Milão, e pós-graduação em Fashion Marketing no IED de São Paulo, a designer de joias, Lívia Kerr, veio ao Palavra de Melinda mostrar como fazer joias com muito amor.

A designer descobriu seu dom para joias ainda na faculdade, quando uma joalheria de sua cidade, Bauru/SP, lançou o concurso “desenhe uma joia para sua mãe” e Lívia resolveu participar. O concurso, do qual ela foi vencedora, acabou servindo como um insight inicial para uma nova história. O anel criado para o concurso permanece em comercialização, como parte das coleções atuais da Lívia.

tive uma ideia de um anel… Assim ‘inspiração’. Daí, fui correndo para casa desenhar o que eu tinha pensado. Fiz um desenho no computador, montei as pranchas que o concurso exigia e enviei. No dia das mães, saiu o resultado que eu havia ganhado o concurso na categoria profissional porque eu era estudante de design.”

PM – No final da faculdade, você já estava com marca criada e coleção pronta, já tinha participado de um desfile com suas joias… Mas, sabemos que não é fácil sair do ambiente da faculdade, mesmo com uma ideia encaminhada, e cair no mercado. Então, conta para a gente como foi esse período após a faculdade? Como você deu essa virada de estudante habilidosa para uma designer de joias profissional?

Bom, é tudo muito difícil. O investimento é grande e o retorno é lento. Muitas vezes pensei em desistir, tive alguns intervalos sem produção inclusive, mas vinha sempre algo que me puxava de volta. Agora estou aqui, com maior controle sobre a produção, vendas e divulgação da marca. Eu ainda trabalho em outra área e vou conciliando.

PM – Hoje, como funciona? Sabemos que é você quem desenha as jóias, que o design é todo seu, mas como você materializa em produto? Como é o contato/parceria com os ourives?

Eu desenho e levo para eles produzirem. Discutimos sobre a peça e é o ourives quem produz. É uma teia, eu tenho um cara que faz a madeira, outro que faz o ouro, já as pedras eu compro em outro lugar. Assim segue.

PM – Com quais materiais você mais gosta de trabalhar? Ou, costuma trabalhar?

Eu comecei trabalhando com ouro e prata. Joias mesmo. Com o tempo comecei a trabalhar também com peças banhadas, pois as peças que eu faço são para ser usadas no dia a dia. É importante que possam ser peças mais acessíveis. Para mim, tudo o que eu desenho significa alguma coisa. Não é apenas uma peça bonita, então muitas vezes são peças que as pessoas gostam de usar todos os dias, pois dizem alguma coisa sobre elas mesmas, ainda que não de uma maneira explícita. Acho isso muito bacana e é o mais importante pra mim, esse significado. Mais até do que o material ou a pedra.

PM – Quanto tempo leva para um coleção ficar pronta?

Para desenhar a coleção é rápido. Fico com várias ideias na cabeça e quando sento para desenhar consigo um resultado rápido. Já para produzir, aí é mais difícil. Posso dizer que demora em média uns 3 a 4 meses para conseguir as matérias-primas, um fornecedor interessado e mais o tempo de produção. 

 

PM – Como você trabalha com suas coleções, conforme as estações da moda, ou o calendário é próprio e acaba acompanhando também o conceito, os significados? Como, aliás esses significados vão aparecendo? Vêm a partir do desenho ou o contrário?

Sim, todas as coleções vêm de algum significado. Algo que eu queira dizer e que possa representar algo para quem a estiver usando. Não tenho uma freqüência certa… um cronograma rígido. Como te disse, é muito difícil a produção… tenho muitas coisas desenhadas que ainda não consegui produzir, por exemplo. Justamente, por não encontrar mão de obra. Como eu estou começando, minha produção é pequena e os ourives não se interessam tanto… por isso, minha produção é mais lenta, mas mais dedicada, mais exclusiva também… é o lado bom de não seguir o fluxo do mercado. De qualquer forma, eu não tenho esse interesse. Eu gosto de desenhar as idéias que vêm à minha cabeça independente da época e da moda.

PM – Fala para a gente sobre as coleções que estão disponíveis no site. Fala um pouquinho sobre cada uma, sobre os significados.

O anel ninho foi a primeira peça que desenhei, foi a peça vencedora do concurso do dia das mães. Representa a proteção da mãe e cada pérola representa um filho dentro dessa proteção, como ovos em um ninho.

A coleção crenças é a segunda de maior sucesso! Acho que tem muita mulher por aí procurando namorado. São dois pingentinhos em duas correntes. Um é o menino Jesus, o outro o Santo Antônio. A simpatia é deixar os dois pingentes separados, enquanto você estiver procurando um namorado ou qualquer outro pedido que você tenha feito ao santo. Desejo realizado, você devolve o menino para o colo de Santo Antônio e eles viram um único pingente. É bacana porque você pode misturar prata com dourado, corrente curta e comprida, usar com duas correntes ou como escapulário. Particularmente, gosto muito dessa peça, pois vejo que cada pessoa usa de um jeito.

A coleção Capri foi concebida no meu curso em Milão. Visitei a ilha de Capri antes de começar o curso e me inspirei nela para desenhar essa coleção. A pedra bruta representa a água que envolve aquelas montanhas maravilhosas. O colar principal também pode ser usado de diversas maneiras. Gosto dessa versatilidade.

A coleção Jacarandá, fiz para a marca do nosso TCC (trabalho e conclusão de curso da Belas Artes/SP), que foi a criação de uma marca inspirada na nossa brasilidade. Acho que a madeira misturada com o ouro dá um resultado muito lindo. Além disso, muitas pessoas acreditam que a madeira isola você de coisas ruins. Gosto dessa ideia da peça ser usada como um amuleto, uma proteção.

A coleção Signos foi a última que desenhei, a de mais sucesso até agora. Foi o sucesso dela que me fez voltar de vez para as joias. Tenho muitas amigas que são muito ligadas a signos. Para algumas pessoas, o signo diz muito sobre ela. Respeito e gosto dessa ideia, de usar algo que tenha um significado.

Quando desenhei a Signos, eu tinha parado, por um tempo, de vender e investir na marca, por causa da dificuldade na produção e também porque estava sobrecarregada no trabalho. Mas nunca deixei de desenhar, então fiz essa coleção e levei para a oficina. Seis meses depois, o ourives me entregou. Passei um final de semana escrevendo sobre a coleção e fotografando. Daí, com tudo pronto, resolvi reativar a página do facebook, no final do mesmo dia eu já tinha várias encomendas e muitos comentários positivos.

PM – Por que você diz que foi a coleção Signos que fez você voltar para as joias? O que exatamente ela abriu de novidade para vc?

Porque foi com ela que percebi que era hora de investir nisso. Foi quando me convenci e me certifiquei de esse é o trabalho que me traz realização.

PM – Planos para o futuro da marca ou sonhos para compartilhar?

Meu sonho é poder ter minha marca como meio de vida, me dedicar inteiramente a isso. Quero ter mais tempo para aprender sobre joias, desenhar, produzir, conhecer novas técnicas e novas matérias-primas e, daí, conseguir fornecer para lojas multimarcas. Quem sabe no futuro ter minhas próprias lojas. Uma novidade em primeira mão é que até Outubro pretendo abrir uma loja virtual, assim vamos facilitar o acesso das pessoas à marca, em todo o Brasil, pois hoje a minha distribuição ainda é muito limitada. Me sinto muito realizada quando vejo as pessoas vestindo minhas peças, espero que no futuro isso seja cada vez mais freqüente.

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Onde encontrar:

e-mail: joiasliviakerr@gmail.com

facebook: facebook.com/liviakerrjoias

telefone: (11) 997 167 737

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!Palavra de Melinda!

Quem dentre vós sois a mais forte? – teatro

O ateliê dessa semana traz uma das mais antigas alquimias: o teatro! E o tema da peça tem muito a ver com as mulheres que transitam por esse blog…

A peça A mais forte?, que estréia NESTE SÁBADO, no teatro ECO Espaço Cultural é idealizada e realizada por 03 mulheres, sendo duas atrizes e uma diretora. O texto é de August Strindberg, adaptado pelas próprias meninas: as atrizes Taciana Lacerda e Mariana Molina, com direção de Julia Piccolomini.

A peça é resultado de um projeto de carinho, do tipo dos que saem os melhores trabalhos porque feitos com intimidade e intensidade. Assim foi gestada “A mais forte?.

A peça é palco para o duelo entre duas personagens, também mulheres, e amantes de um mesmo homem. O que nos toca na peça não é o julgamento em si de quem seja a mais forte, mas a própria pergunta. É a pergunta que nos move, que inquieta as nossas personagens pessoais e internas, porque nós somos muitas em uma só.

A peça mais do que estimular opiniões fortes sobre a questão do que é ser mulher, ou mesmo do que é ser uma mulher forte, ela toca fundo por nos surpreender com uma pergunta e não com respostas.

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Quando? De 28/07 a 19/08 – sábados 21h, domingos 19h.

(dia 11/08 não haverá espetáculo)

Quanto? R$20,00

Onde: ECO Espaço Cultural. Rua Alfredo Pujol, 381 – Santana. São Paulo/SP 

Elenco: Mariana Molina e Taciana Lacerda. Direção: Julia Piccolomini. Produção: Jandilson Vieira. Arte: Vinicius Muniz

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.Fotografia e arte Vinicius Muniz.

As atrizes Mariana Molina e Taci Lacerda sentaram com a gente e trocaram algumas impressões. A conversa, você confere a seguir:

De onde veio a idéia de montar a peça? Foi a partir da companhia de teatro de vocês, a Cia Descabeladas?

TL – Começou em novembro do ano passado. Nós nos juntamos, na verdade, por causa do texto mesmo. Eu e a Mollys (Mariana Molina) estávamos no ônibus, indo a uma aula, e ela me disse que estava relendo algumas coisas da época da faculdade. Daí, ela mencionou “a mais forte”. No texto, as personagens são duas atrizes e quando nós vimos, tínhamos duas atrizes e a diretora, que é a Julia.

MM – É bem isso, nós somos as criadoras da Cia, junto com a Julia que é a diretora dessa peça. Nos juntamos por causa do texto, mas também por sentirmos falta de um fazer teatral que nos identificasse. Aos poucos, outras pessoas foram se envolvendo com o grupo, abraçando a idéia…

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Vocês têm uma relação de espelho com a personagem? Vocês se vêem na personagem? Como se dá esse desapego de si para “entrar” na personagem? 

MM – Eu faço a amante e ela faz a esposa… Eu já fui amante e a Taci já foi um pouco esposa… Mas, a escolha das personagens veio da diretora, que não quis em nenhum momento definir assim pelas experiências pessoais minha e da Taci. Mas sim, há uma identificação, tanto é que tem um depoimento nosso na peça relatando esses fatos amante-mulherzinha de nossas vidas. Mas eu sou eu e a personagem é a personagem. Eu diria que eu as vejo como mulheres mais velhas até, e bem sucedidas no teatro. Acho que a identidade passa mais pela genialidade do texto, por ele ser curto, intenso, expositor… E ele traz uma reflexão sobre as nossas escolhas na vida, nossas decisões e tal.

TL – É bem isso, é um texto curto, mas profundo… São duas mulheres fortes, que têm uma fraqueza: o Bob e a competição entre elas. Acho que o que nos toca são as questões que o texto move, a gente acaba se perguntando o que é ser mulher e o que é ser forte nos dias de hoje, conscientes de que ao mesmo tempo temos a fragilidade de querer alguém que nos cuide.

.Fotografia e arte Vinicius Muniz.

Como é trazer um texto de 1888 para falar sobre o que é ser mulher e forte nos dias de hoje? Afinal, tanto o conceito do ser mulher, quanto o de ser forte mudou de 1888 para cá, mas algo permanece, é isso?

MM – O que eu mais aprendi nesse texto é que ser uma mulher forte é ter amor próprio… e isso é algo para o ser humano… é um texto que tem como pano de fundo duas mulheres, mas quando se fala de amor próprio… o gênero se perde e fica o humano, em qualquer circunstância. O texto deixa claro quem é a mais forte, porém as pessoas hoje em dia, olhando para esse texto, acabam questionando o autor. Elas dizem: “pera aí…não é bem assim que a banda toca”. Na época em que o texto foi escrito, a definição de quem é a mais forte era super cabível, mas hoje em dia isso muda.

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Mas, o que o texto indica que não possa mais ser aplicado hoje? Como vocês trabalharam esse “dilema” de épocas distintas?

TL – Porque na época do texto, uma mulher se anular para manter o casamento era sinal de força. Já hoje em dia, uma mulher que se anula pra sustentar o casamento é vista como fraca. E é mesmo.

MM – Porque a mulher hoje em dia tem a tal da independência… Se der a louca, a mulher alfa dos tempos atuais larga tudo casa, filhos, casamento e sai como vitoriosa. Antigamente, o divórcio era o terror para a mulher.

TL – O “dilema” nós trabalhamos justamente com a interrogação no título. No original, o título é “a mais forte”, já o nosso é “a mais forte?”. Começa aí e disso transporta para o nosso corpo e é essa pergunta que o público vai responder.

MM – É como se o público atual colocasse esse ponto de interrogação na peça, porque a intenção não é fazer o público concordar com o autor, mas se questionar: e o que é ser mulher e ser forte nos dias de hoje?

.Fotografia Vinicius Muniz.

Foram 09 meses de ensaio. Tem algo de cabalístico nesse tempo? Nesses exatos 9 meses? Como foi essa gestação de vocês. Acho que a pergunta é: o que são 9 meses de ensaio?

MM – Eu disse pra Julia outro dia: “fomos presentadas todo o tempo”. A gente teve poucas crises e/ou dificuldades com o processo. Era sempre muita entrega e muito trabalho. Ensaiávamos todo domingo na casa da Julia, às vezes na minha casa…

TL – O tempo mostrou que já tínhamos uma sintonia. Passamos mais tempo aprofundando o que já conhecíamos do que buscando conhecer superfícies

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Ansiedade pela estréia? O frio na barriga vem? O frio na barriga já está aí?

TL – O frio na barriga está aqui desde a semana passada. Ele existe sim! Aliás, acho que é uma das partes mais legais. Essa adrenalina típica de quem faz esportes de alto risco.

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Meninas, uma última pergunta, só pra não dizerem que não falamos das flores: Como está o teatro em São Paulo, heim? Patrocínio, público, casa cheia? Vocês sentem o teatro vivo em São Paulo?

TL – Está meio zumbi o teatro em São Paulo. Mas acho que está caminhando para formação de público, mas meio morto, meio vivo. Têm alguns projetos que o governo apóia, outros que uma mídia fechada apóia, mas ainda falta muito para ser o ideal, sabe?

MM – É complicado… a gente disputa com o lanche do mac donalds

TL – Exato, é bem isso, o povo prefere gastar R$30,00 no mac do que ir a uma boa peça.

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Orgulho e prazer em fazer teatro, mesmo nesse cenário zumbi?

TL – Prazer em fazer teatro. Orgulho por conseguir pôr uma peça em cartaz sem ser filha de político ou artista da globo. Eu me orgulho de todos que conseguem pôr uma peça em cartaz sem esses requisitos citados.

.Fotografia Fernanda Moraes Ajure; Arte de Vinicius Muniz.

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!Palavra de Melinda!