A marca Glass é a mais nova parceira do nosso blog e nós ficamos bem felizes com essa nova parceria. Super acreditamos na proposta da marca, que é a de fazer arte e moda andarem juntinhas.
O conceito da Glass é interessante, é cosmopolita e tem tudo a ver com a velocidade da informação, com o tipo de coletivo que a contemporaneidade demanda. Isso é muito bacana porque a marca acaba criando um grupo que gera uma corrente, um diálogo por onde circulam arte e produção. O Palavra de Melinda fica muito feliz de passar a fazer parte desse movimento. A Glass traz consigo também a Vista Arte como Moda, uma página do facebook onde os trabalhos da marca são divulgados.
Chamamos para um café no nosso ateliê, a estilista e idealizadora da marca: Elaine Castro. Bacharela em design de moda pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, a moça após algumas experiências no mercado de trabalho, sentiu-se motivada, tocada a iniciar um projeto que fosse coletivo e colaborativo, em que diferentes experiências e olhares pudessem se cruzar e imprimir idéias e coisas novas.
Criada em abril de 2011, a marca teve sua primeira coleção lançada em outubro do mesmo ano. Segundo a Elaine, todas as coleções são baseadas na sensibilidade, no questionamento e na realidade dos artistas convidados, transformando-as em objetos de arte.
Onde você encontra a Glass?
no site da marca:
na loja física:
Espaço Carol Martini na Rua Benedito Calixto, 165. Pinheiros – São Paulo/SP
Até agosto, aos sábados, das 10h às 19h. A partir de setembro, às sextas e aos sábados.
nas lojas de multimarcas:
Clube Vintage – Rua Augusta, 2046 – Jardins. São Paulo/SP
Dixie – Rua General Osório, 1613 – Cambuí. Campinas/SP
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PM – Elaine, conta para nós quando a Glass deixou de ser uma idéia para virar realidade?
A idéia de ter uma marca chamada Glass surgiu no meio da madrugada e em várias noites. Eu sempre fui admiradora de arte, moda, música e sempre tive muita vontade em poder ajudar de alguma forma o mundo, mesmo que fosse em pequenos atos. Então, pensei em criar uma marca em que eu agregasse algumas das minhas idéias em moda a arte, a artistas, djs, vjs e afins. Eu uni toda a idéia com a vivência de música eletrônica e com o dom administrativo do meu marido Maurício Ângelo.
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PM – No site da marca, há uma galeria de artistas. Sei que você é a administradora e a estilista, mas então qual seria o papel desses artistas-parceiros na Glass?
Os outros artistas entram como convidados, daí a gente desenvolve um trabalho colaborativo, define o tema da coleção entre outras coisas. Cada um desenvolve uma arte que é filmada e depois vira estampa, eles têm um espaço/galeria no nosso site, além do mais fazemos eventos tanto em festas quanto nos pontos de venda da Glass e o artista é convidado a fazer um live paint. Depois disso, fazemos sempre um leilão onde a verba é 100% do artista!
O meu foco principal é o artista e eu faço de tudo para desenvolver projetos nos quais eles participem. Tenho em vista um projeto bacana, que seria uma campanha paralela à coleção-tema, onde mostraremos a prática do tema.
Com os djs, a gente tem outra relação, mas que também é de parceria. A princípio, fazemos parceria com djs de música eletrônica, a partir da qual fornecemos peças, divulgamos seus trabalhos e eles também colaboram na divulgação da marca de alguma forma. Recebemos fotos deles tocando com camiseta, top da Glass e assim fazemos esse trabalho coletivo e colaborativo que tanto prezo. Quanto aos vjs, temos um projeto que ainda não saiu, mas falta pouco.
A gente também faz vários outros projetinhos paralelos, por exemplo, há pouco tempo a Glass começou um Concurso Cultural em parceria com o site Mistura Urbana, do qual qualquer pessoa pode participar, apenas respondendo uma questão. A resposta mais votada, escolhida por ambos, levará peças da marca.
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.Para assistir a mais vídeos do coletivo Glass, clique aqui.
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PM – Qual a relação da Glass com a Artes e Ofícios?
A Glass criou uma Fan Page para objetivamente divulgar trabalhos de qualquer artista que queira fazer parte da nossa galeria no Facebook. É gratuito. Acaba virando também um veículo de contato para novos parceiros da marca.
PM – Já que estamos falando em parceiros… Como seria essa captação de artistas para a marca? Como uma pessoa pode vir a fazer parte da Glass? Que tipo de artista/trabalho tem a cara de vocês? O que vocês procuram no portfólio do “pretendente” a parceiro da Glass?
Então, a captação surge quando uma coleção está chegando ao fim (hoje a coleção dura até no máximo 8 meses, estamos batalhando mudar de 6 em 6 meses a coleção), então já penso num novo tema para a coleção. Daí, busco artistas que tenham alguma relação com o estilo e com a identificação desse tema. Eu procuro nos artistas parcerias, e nas artes particularidades.
O artista pode me enviar apenas seus desenhos ou eu posso sem querer encontrar uma pessoa na rua grafitando… Se eu curto, com certeza, convido para fazer parte da marca. Mas, a iniciativa sempre pode ser do artista, via email, facebook, pessoalmente na loja ou até indicação.
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PM – Então, as passarelas também fazem parte do norte da marca? Quero dizer, fazem parte das aspirações da marca?
Olha, temos isso em mente sim, porém é ainda um pouco distante. Quem sabe um dia…
O que temos é um calendário desigual, mas uma hora não teremos mais como fugir do sistema para quem sabe um dia sermos uma marca com conceito, porém desfilando no SPFW… Quem sabe, né?
PM – Fala para nós um pouco sobre as duas coleções já lançadas, os conceitos trabalhados. Em quê elas são especiais para vocês?
Ah, as duas coleções são muito especiais. A primeira, porque foi a primeira e fizemos o tema em cima de elementos formadores da natureza, em cima da realidade lúdica de cada artista. Acho que foi bem significativa para uma primeira coleção. A segunda, porque consegui deixá-la “redonda”, realizei um ideal, que foi ter making of de arte das estampas de todos os artistas…
O conceito de cada uma, para mim, não é uma questão de escolha, mas de conquista. Acaba sendo junção de idéias que surgiram num dado momento meu. Num momento que eu estava vivendo, enxergando de uma maneira “adjacente” à maneira do outro, resultando assim em cada coleção. A atual será uma nova série de estampas em cima dessa mesma coleção… preparem-se!
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PM – Para fechar, fale-nos dos projetos futuros… Você poderia adiantar alguma coisa?
Queremos dar continuidade ao tema atual, fazendo uma campanha paralela à campanha de coleção, que seria a prática do que toda a equipe da Glass pode mostrar visualmente, queremos incentivar, provocar e unir as pessoas para tentar solucionar pequenos/grandes problemas…. como a desigualdade social e a solidariedade.
Estaremos também agora no dia 26/08 na festa Electrance no Espaço Cultural (25 e 26/08) junto com o projeto Eco Respect. Nela, artistas da marca farão uma oficina de pintura interativa, incentivando a arte em festas de música eletrônica.
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!Palavra de Melinda!







