Rock Sergipe

Para dar o ar que essa sexta-feira merece, a gente trouxe um clip fresquinho: “O azar me consome”.

Não se prenda ao azar do título e sim, se apegue à pegada pesada e libertadora que é o som da The Baggios, banda sergipana formada por Júlio Andrade (guitarra e voz) e Gabriel Carvalho (bateria). Vamos ouvir até cansar.  

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!Palavra de Melinda!

Cinema de sofá, em homenagem ao rock

Num belo 13 de julho de 1985, foi realizado o Live Aid, um mega evento organizado por Bob Geldof, cujo objetivo principal, além fazer muita música, era o de arrecadar verba para o fim da fome na Etiópia. Os shows aconteceram simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos, além de transmitidos pela BBC para diversos países. Levando a pauta da fome na África para o debate mundial. Por causa desse mega evento, a data ficou conhecida como o dia do rock. 

É em homenagem ao 13 de julho, que a gente do PalavradeMelinda trouxe uma listinha de filmes, com links para download, para os amantes da filosofia do rock curtirem uma ressaca no sofá. Mas, para aqueles que preferem rockear fora de casa, e estarão em São Paulo neste mês, o Cine Olido traz uma mostra também em homenagem ao rock, com mais de 20 filmes. De 17/07 a 02/08, por R$ 1,00 a entrada.

Os reis do iê iê iê (A hard day’s night) – 1964

Direção: Richard Lester
Roteiro: Alun Owen
Elenco: The Beatles

Download aqui.

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Gimme Shelter – 1970

documentário sobre os eventos ocorridos no show gratuito realizado pelo The Rolling Stones em Altamont em 69.

download aqui

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  Trilogia Scorcese

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O Último Concerto de Rock (The Last Waltz) – 1978: sobre a despedida do grupo “The Band”, com a presença de Bob Dylan, Neil Young, Eric Clapton e outrosaqui.

Shine a Light (2008) – sobre os Rolling Stonesaqui.

George Harrison: living in the material world – 2011: sobre a vida e carreira de George Harrisonaqui.

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The Wall (1982)

Direção: Alan Parker

Roteiro: Roger Waters

Download aqui.

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!Palavra de Melinda!

Música na mochila, com Ricky de Medeiros

Você já ouviu falar de música que se leva na mochila? Te digo que isso é alquimia que alguns músicos conseguem realizar. Sair daqui do Brasil para levar sua música para outro país, carregada somente numa mochila, sem produtora, sem gravadora, sem certeza de nada.

O pensamento sobre isso dá aquele friozinho na barriga: será que dá certo?

Bom, não há regra geral que sirva a todos, mas a (boa) experiência do outro é sempre bem vinda para acalentar nossos mais secretos sonhos. É sobre música na mochila, que Ricardo de Medeiros (Ricky) veio conversar com a gente, no PalavradeMelinda.

Ricky, músico de ouvido apurado e de sensibilidade dedicada, que já bebeu da fonte do metal, já se dedicou ao sax, hoje dedilha música espanhola pela ruas da Nova Zelândia. O que ficou desse nosso diálogo é a sensação de que a realidade que vive fora de nós é menos cruel, dura e assustadora do que julga nossa vã filosofia. A realidade pode ser bem acolhedora…

Das ruas para os palcos e nos palcos sem tirar o pé da rua, Ricky além de vir há dois anos tocando na Queen Street, foi nela que recebeu os melhores convites como tocar no festival Jambalaya, na Galeria de Arte de Auckland – um de seus lugares preferidos para tocar -, e em diversos restaurantes, como o Limon, o Belota e o Brooklyn, além de festas e casamentos.

Só ficou no ar aquela perguntinha que não tem resposta fácil: como lidar com o medo de (não) realizar? Aí, só Freud explica?

.Quanto a você, sugiro que dê play nos videos a seguir e viaje com a gente na mochila e no violão de Rick.

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PalavradeMelinda - Rick, me fala do começo, da sua chegada aí… Por quais lugares você tem passado? 

- Olha, eu vim direto pra Auckland, que é a maior cidade. Pensei em mais oportunidades, daí fiquei. Estou aqui há dois anos e três meses, cheguei em março de 2010. Já morei em mais de 10 lugares, inclusive sofás de amigos.

Palavra-de-Melinda - E o lance com a música, os shows e tals, como essa história começou aí? Você saiu do Brasil com a intenção de fazer música aí ou simplesmente aconteceu? Como você gosta de pensar na sua história aí, você se vê como um busker (artista de rua)?

- Então, eu já tocava violão e guitarra desde 2000, mas foi em 2008 que comecei a mergulhar na música brasileira. Comecei tocando e cantando na rua, na Queen Street, onde tem muito artista fazendo performances. Eu me reconheço sim como um busker, e tenho o maior orgulho. Você vira um personagem da cidade. Eu tava fazendo isso 4/5 vezes por semana. As pessoas já meio que esperam te ver e isso é legal. Já fui parado na rua, várias vezes, pra me dizerem que me viram tocando outro dia e que curtiram. Além das pessoas interessantes que a gente conhece, outros artistas de rua, sabe? Eu fiz uma parceria com um francês, Alexandre Champagnat, por alguns meses. Ele no violão também. Na verdade, ele quem me deu o empurrão pra eu me embrenhar pelo violão espanhol, este sim que tem me aberto várias portas. Já tocamos em alguns casamentos também. Quando falo em violão espanhol, me refiro à música espanhola, flamenco, música cigana. Comecei a aprender as técnicas aqui, que não são fáceis e são raras por aqui, e chama mais atenção que a música brasileira. Talvez, por ser mais intenso. Já a bossa nova, tem mais nuances, requer um gosto musical mais apurado.

PalavradeMelinda - Como e onde são seus shows hoje? Se eu fosse a Auckland, onde eu encontraria seu som?

- No meu repertório, agora, eu diria que tem 30% de música brasileira, mas nas minhas composições vão uma mistura. Estou trabalhando em uma música que é meio flamenco e funk, assim que gravar te mando. A rua continua sendo a grande vitrine. Ano passado, eu estava tocando em frente à estação de trem e passou um cara todo vestido de espanhol, parecendo um toureiro com um violão no braço. Ele me disse que tocava num restaurante, mas que ele estava prestes a voltar à Espanha, perguntou se eu queria ir lá tocar no lugar dele. Nesse dia, eu estava tocando com uma americana que tinha acabado de chegar ao país, ela me acompanhava no Ukulele, que é um instrumento parecido com o cavaquinho… mas enfim, fui lá no restaurante. Chegando lá, tinha um outro cara que já tocava lá, mas também estava pra sair, um argentino, que tocava muito. Eu mandei a bossa-nova e ele se juntou comigo e começou a improvisar. Foi sensacional. Um tempo depois, substitui o argentino, tocava 03 horas todos os dias. 

PalavradeMelinda – E assim as coisas acontecem, né? Da rua pros bares, pros palcos… Muito legal. Mas, é uma grande diferença tocar na rua e tocar num restaurante não? Como foi essa adaptação? Fala um pouco dessa experiência do restaurante.

- Pra começar, o lugar era lindo, de frente pro mar. É tipo um porto, então é aquela água calminha com o reflexo da luz do sol. Enfim… Bom, tive de me adaptar. O chefe não queria cantor, só música instrumental, então lá fui eu aprender as melodias das músicas. Comprei um pedal de loop – esse pedal me permite tocar os acordes, ele grava e toca novamente, daí, eu posso tocar a melodia por cima e foi isso que eu fiz, aprendendo uma música por dia e era no pau: aprendeu a música hoje, já vai tocar em público hoje. Isso me forçou a evoluir rápido.

PalavradeMelindaQuero conversar mais sobre instrumentos. Me fala, você toca mais violão do que outro instrumento? Porque se bem me lembro, em Aracaju/SE, você tocava vários instrumentos. Tocou muito sax, não foi? Quais instrumentos você já deu uma namorada?

- Olha, sax foi o primeiro que eu levei um pouco a sério, mas teve teclado também. Em Aracaju, toquei numa banda chamada Clube 80, sucessos internacionais daquela década, também toquei guitarra elétrica em várias bandas de rock, metal, pop. Aqui, cheguei a tocar em uma banda com Nana Escalabre, vocalista da Alapada banda de Aracaju, nós tocamos em uma série de shows, inclusive num festival de World Music, chamado Jambalaya, que rolou em abril desse ano. Tenho tocado percussão também, mas mais em casa. Na rua, eu levo um apli e um mp3 com umas backing tracks, que eu gravo, além do pedal de loop, um banquinho, o violão e já foi. Ah, e uma caixa de biscoito pro pessoal fazer o depósito.

PalavradeMelinda -Para a gente fechar essa conversa e ficar só ouvindo seu som, me fala sobre suas referências musicais, além da bossa nova, do Chico Buarque, do Vinícius de Moraes. Pergunto isso por que sei que você tem raiz no metal, ou não? Quero saber mais dessa “trajetória” de estilos musicais.

- Pois é, foi através do metal que eu aprendi as escalas e uma boa dose de teoria musical. Através da bossa nova, eu aprendi harmonia, ritmo, aqueles acordes tronchos. As bandas de pop e rock me deram experiência de palco.


PalavradeMelinda – E o futuro?

-  O futuro é um passo atrás do outro. Eu tinha isso tudo visionado desde o Brasil. Agora os planos são gravar o cd, site, turnê pela Ásia, principalmente Japão, sempre sonhei em ir lá.

Palavra de Melinda - Ah, não posso encerrar esse papo assim. Como assim Japão?!! Como concretizar esse plano de tocar no Japão? Como é que se sai assim pra fazer uma turnê sem produtor, sem nada? Como é isso? Você tem planos de ir a quais cidades?

- No Japão, Tokyo e Osaka. Daí, quero ir pra Coréia, China, Tailândia, Malásia. Bom, eu andei pesquisando e o jeito que muita gente faz é: liga pros bares do lugar e vai marcando os shows, você tendo um site com os seus sons facilita, daí, eles podem conferir e ver se interessa. Acho que é assim.

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.Ricky com  Pedro Fuentes Lillo.

Contatos:

email: rickydemedeiros@gmail.com

site: www.Rickydemedeiros.com

facebook: http://www.facebook.com/groups/385659791494782/


Sereia de estrada – #catraca livre-sp

Nesse sábado, 07 de julho, às 15h00, a caravana sereia bloom , último álbum da Céu, vai passar por São Paulo, trazendo consigo Nina Becker. Destino do nosso sábado: Parque do Povo, Itaim. Sábado gratuito, sob o sol, em caravana de muito mar.

*download do álbum aqui*

O show faz parte do projeto “Para Elas Por Elas”, promovido pelo Bourbon Street, que reunirá algumas das vozes femininas em destaque na mpb. Caravana Sereia Bloom vem como show de abertura e único gratuito, os demais shows ocorrerão no próprio Bourbon.

Quem: Céu + Nina Becker

Onde: Parque do Povo (Rua Henrique Chamma, 590 – Itaim Bibi)

Quando: 07 de julho, às 15h00

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Programação Geral do Para Elas Por Elas - Bourbon Street, rua dos chanés, 127.

07/07 Céu com participação de Nina Becker – Parque do Povo

10/07  Maíra Freitas – Bourbon Street

17/07 Mariana Aydar – Bourbon Street

24/07 Anelis Assumpção – Bourbon Street

31/07 Céu  – Bourbon Street

E você, você tem fome de quê?

O post de hoje deseja nos colocar em frente a um espelho. Espelho esse, que reflete a alma e não a pele. Um espelho que nos mostra o que temos por dentro. Mostra nossos suspiros, nos estimula a liberar tudo aquilo que há muito lateja, de modo tal a nos impelir a participar-ação.

Então, para essa semana começar estimulando apetites, eu trouxe as palavras do mago José Celso e um clipe com Junio Barreto, Mariana Ximenes, Banda Mombojó e Xico Sá, dirigido Lirio Ferreira e Alexandre Stockler.

Evoé!

“Só a antropofagia nos une.

Junio, nesse momento, tá comendo e sendo comido

por bacantes, por sátiros, por índios canibais, por índios antropófagos.)

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Junio, o artista.

o artista é fiel ao amor, à libido, à paixão. Jamais a uma pessoa.

Ele não trai jamais o apetite, a fome, o amor, o tesão.

O artista come de tudo, os homens, as mulheres. Tudo que lhe abra o apetite – porque a vida é apetite puro.

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como dizia Blanche DuBois: ‘o oposto da morte é o desejo’.

O oposto da morte é o desejo

E o artista deseja mais. Sempre mais. Sempre maaais, sempre maaais, sempre maaais.”


José Celso (pontuação livre e minha)


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!Palavra de Melinda!